Gestão pública não é empresa: o objetivo é o interesse público, não o lucro. Mas algumas práticas nascidas no setor privado funcionam muito bem no governo, desde que adaptadas. Quatro delas, com exemplo e primeiro passo:
1. Metas e indicadores
O que é: definir poucos indicadores, medir com regularidade e cobrar resultado.
Exemplo: tempo médio de uma licitação, percentual de processos desertos, prazo de pagamento a fornecedores.
Por onde começar: escolha três indicadores e publique o resultado mensal num painel simples.
2. Auditoria de eficiência
O que é: revisar processos e custos fixos em busca de desperdício, como as empresas fazem.
Exemplo: auditoria de eficiência energética nos prédios públicos, com troca de iluminação e revisão dos contratos de energia.
Por onde começar: levante as cinco maiores despesas de custeio e compare com órgãos de porte parecido.
3. Gestão de projetos
O que é: tratar as grandes entregas como projetos, com escopo, cronograma, responsável e riscos definidos.
Exemplo: a construção de uma unidade de saúde acompanhada desde o ETP até a inauguração, com marcos claros.
Por onde começar: um quadro com os projetos prioritários e o status de cada um, atualizado toda semana.
4. Foco no usuário
O que é: desenhar o serviço a partir da experiência de quem usa, e não da conveniência interna.
Exemplo: metas de sustentabilidade e de qualidade definidas a partir do que a população precisa, com pesquisa de satisfação depois do atendimento.
Por onde começar: mapeie o caminho do cidadão num serviço e elimine uma etapa desnecessária.
O limite: no setor público, eficiência anda junto com legalidade, impessoalidade e transparência. A prática privada entra como método, nunca como atalho.